O Diário Oficial do Município publicou, no dia 21 de janeiro, um documento que inaugura um novo direcionamento nos rumos da preservação do patrimônio ambiental de Porto Seguro: o Plano Manejo do Recife de Fora. Resultado de um estudo detalhado de um dos mais ricos ecossistemas de corais do planeta, o plano, realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, durou cerca de um ano e meio para ser concluído, envolvendo uma grande equipe de profissionais, entre biólogos, oceanógrafos, ecólogos e engenheiros florestais.
A partir dos dados coletados, qualquer atividade, turística ou econômica desenvolvida no local, deve seguir à risca as orientações que estabelecem regras como número de visitantes – no máximo 400 por dia; locais onde as escunas e barcos podem ancorar; locais apropriados para mergulho; piscinas naturais onde é permitido e onde é proibido o acesso, entre outras. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Bené Gouveia, o Plano de Manejo do Parque Marinho do Recife de fora é o segundo concluído no Brasil, depois do de Abrolhos.
Radiografia
Segundo ele, o estudo, com suas 400 páginas, representa uma certidão de nascimento do parque e além de dar maior visibilidade ao precioso ecossistema de corais, funcionará como o pontapé inicial para a captação de recursos e o desenvolvimento de uma série de projetos no local. “Agora podemos dizer que temos uma radiografia completa do Recife de Fora, que faz parte da mesma cadeia de corais de Abrolhos, o mais rico do Atlântico Sul, que abriga 18 das 22 espécies existentes no mundo. Um patrimônio ambiental valioso, que ganha agora um importante instrumento para sua preservação”, salienta.
Ascom – Prefeitura de Porto Seguro