Uma Força-Tarefa composta pelo Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal deflagrou a “Operação Pacioli” no sul e extremo sul da Bahia. A polícia Federal cumpriu mandatos de prisão nas cidades baianas de Porto Seguro, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Itabela, Prado e no município de vila Velha no Espírito Santo.

Todas as pessoas presas na operação foram encaminhadas por volta das 14h45min para o presídio de Teixeira de Freitas em aeronaves da Polícia Federal. Antônio Geraldo Ferreira Couto, vereador pelo partido político PSB de porto Seguro, “Geraldo Contador” é um dos 16 presos na operação de fraude e estelionato.

Durante a operação que teve início as 05h30 da manhã desta sexta-feira (27) foram apreendidas 17 pessoas e vários documentos em empresas prestadoras de serviços contábeis. A investigação teve início após uma denuncia recebia no ano de 2011, segundo informações da polícia Federal o prejuízo nos cofres públicos identificado até o anos de 2012 em 210 benefícios realizado de forma fraudulenta soma a quantia de quase 2 milhões de reais.

Os Contadores estava estavam transmitindo informações falsas ao CNIS, (cadastro Nacional de Informações Sociais), a fraude era cometida por meio de GFIP’s (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações Previdenciárias) e posteriormente formulando requerimento de benefícios previdenciários fraudulentos.

A Fraude:
O “Modus Operandi” consiste na inserção de vínculos laborais fictícios, tendo sido utilizados cerca de 106 empresas para composição do tempo de contribuição para cerca aproximadamente de 1.050 (Hum mil e cinqüenta) “Trabalhadores” irregularmente inseridos. Os prestadores de serviços contábeis atuavam desde 2006, grande parte das empresas utilizadas nas fraudes encontravam-se inativas e seus responsáveis legais desconheciam o crime que vinham eram praticados pelos investigados.

Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de falsidade ideológica, falsidade material e estelionato qualificado (Art, 299, Art. 297, § 3º, II e III e Art. 171, § 3º, todos do Código Penal Brasileiro, cujas penas podem alcançar 18 (dezoito) anos de reclusão.

O nome da operação é uma referência a Luca Bartolomeo de Pacioli, um monge franciscano e célebre matemático italiano, sendo considerado o pai da contabilidade moderna. A Justiça Federal adotou diversas medidas cautelares, tais como, bloqueios dos pagamentos e suspensão dos benefícios ativos e de certificado digital, bloqueios dos bens e valores dos investigados e a suspensão dos registros de atividade econômica dos mesmos.
A reportagem do imprensananet.com conversou com Tiago Pereira Dala Bernardino, um dos Advogados que defendem acusados da Operação Pacioli.
Gutemberg Stolze – Drº Tiago, neste inquérito o Srº estará representando quais clientes presos na “Operação Pacioli” da Polícia Federal?
Drº Thiago Pereira Dala Bernardino - Estamos representando os contadores Antônio Hermínio, Rui Ballos e outro quatro que tiveram mandatos de prisão expedidos Juiz da Justiça Federal de Teixeira de Freitas.
Gutemberg Stolze – Quais as acusações são atribuídas aos seus clietes?
Drº Thiago Pereira Dala Bernardino - Todos foram acusados de e outros crimes que ainda não sabemos ao certo, pois não foi liberado nosso acesso ao inquérito nem tão pouco aos depoimentos dos meus clientes. Estamos esperando o acesso aos inquéritos e depoimentos para tomarmos as medidas necessárias para a liberação dos nossos clientes ainda neste fim de semana.
Por Gutemberg Stolze – imprensananaet.com