
A Associação de Moradores e Posseiros do Imbiruçu (ASCOPOMO) realizou, na terça-feira (24), uma reunião com representantes da concessionária Neoenergia Coelba para discutir a frequente falta de energia elétrica que vem castigando as comunidades de Imbiruçu e Agrovilas.
Participaram do encontro, pela associação, Miguel Monteiro e Luiz Fabiano; pela concessionária, o representante João Paulo. Também estiveram presentes os comunitários Adelson de Jesus e Paulo Sérgio, além do administrador Ivam.
A interrupção constante no fornecimento tem provocado sérios prejuízos à população, afetando desde tarefas domésticas básicas até atividades produtivas e o funcionamento de serviços essenciais. Moradores relatam perdas de alimentos, danos a equipamentos e insegurança diante da instabilidade no abastecimento.
Durante a reunião, a empresa comprometeu-se a realizar um levantamento detalhado das demandas e enviar uma equipe técnica ao local para identificar as causas das falhas e propor soluções. No entanto, a comunidade cobra rapidez e medidas concretas, já que o problema se arrasta há meses sem resolução efetiva.
Dispensa de servidor
Chama atenção, de forma crítica, a informação de que o servidor João Paulo teria sido dispensado pela Neoenergia Coelba logo após as deliberações da reunião. Para os moradores, a medida soa como um gesto contraditório em meio ao compromisso público assumido, levantando questionamentos sobre a continuidade do diálogo e a efetividade das ações prometidas.
Conhecedor amplo das demandas da Coelba, inclusive, as mais complexas e críticas da concessionária, João Paulo vinha realizando um trabalho de excelência, em especial, no diálogo com as comunidades. O seu desligamento está sendo visto como uma manobra da Coelba para atrasar ou não atender os compromisso assumidos.
Com a saída de João Paulo, a comunidade espera transparência da concessionária e reforça que mudanças internas não podem servir de justificativa para novos atrasos ou para o enfraquecimento das tratativas estabelecidas.
A ASCOPOMO informou que continuará monitorando a situação e pressionando por providências imediatas, reforçando que energia elétrica regular não é privilégio. é um serviço básico e indispensável para a dignidade das famílias da região.
Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com