
O Brasil segue monitorando atentamente os casos de MPOX "Varíola do Macaco", doença viral anteriormente conhecida como varíola dos macacos, sob vigilância das autoridades de saúde. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, até o momento foram confirmados cerca de 48 a 55 casos de mpox em 2026 em todo o país, com predominância de quadros leves ou moderados e sem registro de óbitos até agora.
A maior parte das ocorrências está concentrada no estado de São Paulo, que tem a maioria dos casos confirmados, seguido por outras unidades federativas como Bahia, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que também registraram casos isolados.
No estado da Bahia, as autoridades de saúde confirmaram dois casos de MPOX em 2026, que representam os primeiros registros no estado neste ano.
Um dos casos foi confirmado em Vitória da Conquista, envolvendo uma paciente adulta que foi atendida no Hospital Geral da cidade;
O outro caso foi considerado importado, diagnosticado em Salvador em um paciente que veio de outro estado.
Até agora, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informou que não há evidências de transmissão local continuada dentro da Bahia em 2026. A maioria das notificações suspeitas feitas no estado foi descartada após análise laboratorial, incluindo casos reclassificados como outras doenças, como varicela (catapora).
As equipes epidemiológicas do estado têm seguido protocolos nacionais de vigilância, que incluem notificação imediata de casos suspeitos, investigação clínica e laboratorial e rastreamento de contatos próximos, com foco em detecção precoce e contenção da disseminação.
A mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, transmitido principalmente por meio de contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de exposição próxima e prolongada a secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Os sintomas mais comuns incluem erupções na pele, febre, aumento de linfonodos e mal-estar geral. Diante da confirmação ou suspeita de sinais compatíveis com a doença, as autoridades recomendam procurar atendimento médico o quanto antes e adotar medidas de higiene e isolamento social, quando possível, até a avaliação profissional.
O Ministério da Saúde reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para identificação e manejo clínico dos casos, além de manter a vigilância epidemiológica ativa para interromper cadeias de transmissão por meio do rastreamento de contatos por até 14 dias.
Enquanto o número de casos está significativamente abaixo dos registrados nos picos da epidemia em anos anteriores, a vigilância contínua e a comunicação das autoridades de saúde permanecem fundamentais para prevenir surtos maiores e proteger a população.
Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com