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Por: Thassi Stolze
15/07/2016 - 13:30:26

 

Pesquisa demonstra exposição de diversas denúncias de mulheres que sofreram abusos sexuais e/ou morais em consultórios de ginecologia. Desde ofensas até estupro, 53% das entrevistadas tinham alguma história traumática para relatar. Como forma de trazer orientação e ajudar as leitoras a se sentirem mais seguras, a reportagem conversou com a médica especialista em ginecologia e obstetrícia Aparecida Monteiro, para entender até que ponto o médico pode ir uma consulta ginecológica.

Conversa com o ginecologista

 

De acordo com Aparecida, o ginecologista iniciará a consulta com um bate-papo. "Ele perguntará sobre doenças que ela já teve, se o ciclo menstrual é regular e qual a data da última menstruação, histórico de cirurgias, tabagismo, diabetes e câncer", conta a médica.

 

Vale lembrar que, como em qualquer outra consulta, perguntar o histórico de saúde do paciente é normal e importante, pois ajudará o medico a ter mais informações sobre a sua saúde e ele terá condições de, com auxílio de exames, realizar um diagnóstico mais assertivo, caso haja algum problema.

 

Outro aspecto que gera certo desconforto, mas que o médico irá questionar, é sobre a vida sexual da paciente, caso ela já tenha iniciado. Mas como saber até que ponto o médico deve perguntar sobre a sua vida pessoal e relacionamentos? "Ele sempre deve buscar saber sobre tudo o que for ajudar no diagnóstico de alguma doença. Na dúvida, pense se a pergunta dele tem alguma relação com a sua própria saúde. Caso contrário, desconfie", afirma a ginecologista.

 

Se você tiver dúvida sobre alguma pergunta vale indagar o médico sobre qual o objetivo daquela questão. Pode acontecer, por exemplo, de ele perguntar se você sente dor durante a relação sexual. Essa informação é importante para saber se está tudo bem com a sua saúde.

 

Vamos juntas

 

Uma forma de ficar mais confortável em uma consulta desse tipo é levar a mãe, uma irmã ou amiga junto. "O cenário ideal seria se o próprio médico tivesse uma enfermeira trabalhando junto com ele, que pudesse tranquilizar a paciente", diz Aparecida. Essa iniciativa é embasada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, que orienta os profissionais de ginecologia a atenderem sempre acompanhados por uma profissional mulher.

 

Essa pode, inclusive, ser uma exigência da mulher durante o exame de toque vaginal. A médica explica que teoricamente o médico não pode impedir que você peça a presença de outra mulher nesses momentos, mas pode acontecer. Se esse for o seu caso e você de alguma forma achar a situação estranha, o melhor é encontrar um outro especialista.

 

Foi assediada na consulta?

 

Seja uma piadinha ofensiva ou até o próprio abuso sexual, o importante é agir contra a conduta inadequada do profissional. "Independentemente da gravidade do ocorrido, você deve repreendê-lo e, se sentir que sofreu algum excesso ou abuso, entrar em contato com o Conselho Regional de Medicina (CRM)", segundo a médica. Também é importante registrar a queixa em um boletim de ocorrência. Em hospitais, você pode ainda relatar o abuso à ouvidoria do local e realizar uma denúncia junto ao Ministério da Saúde.

 

Infelizmente muitas mulheres, por medo ou vergonha se sentem impotentes para denunciar um abuso sofrido no consultório do ginecologista. No entanto, não precisa ser assim, pois é um direito das mulheres serem respeitadas em qualquer situação e existem pessoas treinadas para dar todo apoio, acolhimento e orientação caso essas situações aconteçam.

 

Não deixe de ir ao ginecologista

 

Apesar da quantidade de casos, vale ressaltar que as consultas ginecológicas são de extrema importância para a saúde da mulher e devem ser feitas anualmente. Então, não tenha medo de se consultar com ginecologistas, sejam eles homens ou mulheres, pois os exames feitos regularmente podem detectar doenças sérias de forma precoce, favorecendo o tratamento rápido do diagnóstico.

 

 

Por Drª Thassi Stolze - Imprensananet.com

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